Contribuição para a economia móvel da África Subsaariana supera os US$ 100 bilhões, segundo novo estudo da GSMA

Os investimentos das operadoras de telefonia móvel abastecem a inovação e inclusão em toda a região

CIDADE DO CABO, África do Sul--()--O setor de telefonia móvel contribuiu com mais de US$ 100 bilhões para a economia da África Subsaariana em 2014, de acordo com um estudo publicado pela GSMA na conferência “Mobile 360 Series – Africa”, realizada esta semana na Cidade do Cabo. O relatório, intitulado “A Economia Móvel – África Subsaariana 2015”, constata que a contribuição econômica de US$ 12 bilhões, no ano passado, foi equivalente a 5,7% do PIB1 da região. As operadoras de telefonia móvel contribuíram diretamente com US$ 31 bilhões, representando 1,7% do PIB. Essa contribuição econômica deverá aumentar ao longo dos próximos anos à medida que as operadoras de telefonia móvel continuam ampliando a conectividade a populações tecnologicamente excluídas e implementando novas redes e serviços de banda larga móvel. A indústria prevê contribuir com US$ 166 bilhões na região até 2020, o equivalente a 8% do PIB estimado para a época.

“O setor de telefonia móvel continua sendo um motor essencial de crescimento econômico e de geração de empregos na África Subsaariana, colaborando de forma vital, dado o crescimento populacional e elevados níveis de desemprego em muitos países da região”, afirmou Alex Sinclair, diretor de Tecnologia da GSMA. “Apesar das pressões sobre a receita e sobre as margens, as operadoras locais de telefonia móvel continuam investindo forte para ampliar a cobertura de rede e servir as comunidades não conectadas, bem como para acelerar a migração para as redes 3G/4G de banda larga móvel de alta velocidade. A tecnologia móvel também está desempenhando um papel central na África Subsaariana ao abordar uma série de desafios socioeconômicos, nomeadamente a inclusão financeira e digital, e ao permitir o acesso a serviços vitais, como é o caso da educação e da saúde.”

A região do mundo com o maior crescimento no setor móvel

A previsão é de que haverá 386 milhões de assinantes de telefonia móvel na África Subsaariana até o final deste ano, o equivalente a 41% da população da região. A base de assinantes cresceu uma média de 13% ao ano durante a primeira metade desta década (2010-2015). O crescimento é mais que o dobro da taxa da média global (6%) durante o mesmo período. A região ultrapassou a América Latina em 2014, tornando-se o terceiro maior mercado de assinantes de telefonia móvel do mundo, atrás apenas da Ásia-Pacífico e da Europa. O número de assinantes de telefonia móvel na África Subsaariana deve ultrapassar o meio bilhão (518 milhões) até 2020, o que nessa altura representará quase um em cada dois (49%) habitantes da região.

O total de conexões móveis2 na África Subsaariana está a ponto de alcançar 722 milhões, no final de 2015. A banda larga móvel (3G/4G) será responsável por quase um quarto das conexões deste ano, mas vai aumentar para mais da metade (57%) até 2020, impulsionada pela expansão da cobertura da rede de banda larga móvel e queda nos preços dos dispositivos. As redes comerciais 3G foram lançadas em 41 países de toda a África Subsaariana em junho de 2015, enquanto as redes 4G foram lançadas em 23 países. O investimento nessas redes de alta velocidade tem resultado em um crescimento correspondente em consumidores que utilizam os seus aparelhos para acessar à internet – quase um quarto (23%) da população africana subsaariana estará usando a internet móvel este ano, um número que deverá aumentar para 37% até 2020. A telefonia móvel é vista como o principal meio de acesso à internet em uma região onde a infraestrutura de telefonia fixa é severamente limitada.

A disponibilidade crescente de redes de banda larga móvel, aliada à introdução de tarifas de dados móveis a preços acessíveis e queda dos preços de dispositivos, levou a um aumento no uso de smartphones. O índice de adoção desses dispositivos dobrou nos últimos dois anos e agora é responsável por uma em cada cinco conexões, embora ainda seja metade da média global (40%). A previsão é de que as conexões locais de smartphones3 atinjam 540 milhões em 2020, sendo responsáveis por metade do total de conexões. O relatório da GSMA observa que o preço médio de venda de smartphones caiu significativamente na maioria dos mercados da região, com um crescente número de modelos disponíveis abaixo da faixa de preço de US$ 100.

Investimento em empregos, redes e inovação

Em 2014, o ecossistema móvel empregou, diretamente, cerca de 2 milhões de pessoas na África Subsaariana. A maioria para funções nos setores de varejo e distribuição, com cerca de 325 mil sendo empregados por operadoras de telefonia móvel. Mais 2,4 milhões de postos de trabalho foram criados indiretamente, como consequência da demanda gerada pelo setor móvel, elevando o total para 4,4 milhões. A previsão é de que a indústria crie mais de 6 milhões empregos até 2020. O ecossistema móvel também contribuiu com as finanças públicas dos governos da região a partir de uma tributação geral de aproximadamente US$ 15 bilhões no ano passado.

As operadoras locais de telefonia móvel investiram US$ 9 bilhões em infraestrutura de rede de desenvolvimento em 2014, um aumento de 16% em relação a 2013. O investimento contínuo em redes de banda larga móvel verá os investimentos de capital alcançarem os US$ 13,6 bilhões em 2020.

O estudo destaca ainda a forma como as operadoras móveis estão trabalhando em soluções inovadoras para ampliar a cobertura de rede às populações carentes em áreas rurais e geograficamente remotas e enfrentar os obstáculos para a implementação do telefone móvel, incluindo a acessibilidade e a literacia digital. Ele também indica que as operadoras, governos e organizações internacionais de desenvolvimento têm trabalhado em uma série de soluções baseadas na telefonia móvel para abordar vários desafios sociais da região, muitos dos quais oriundos da falta de acesso a serviços básicos essenciais, como educação e saúde.

“A telefonia móvel está tendo um impacto extremamente positivo e transformador em toda África Subsaariana, mas o progresso futuro dependerá de governos que trabalham com a indústria para proporcionar um quadro regulamentar que incentive o investimento e a inovação”, acrescentou Sinclair.

Para acessar o relatório completo e infográficos relacionados, visite: http://www.gsmamobileeconomy.com/ssafrica/.

-FIM-

Sobre a GSMA

A GSMA representa os interesses das operadoras móveis no mundo todo, reunindo cerca de 800 operadoras e mais de 250 empresas do amplo ecossistema da tecnologia móvel, incluindo fabricantes de aparelhos e dispositivos, empresas de software, fornecedores de equipamentos e empresas de Internet, assim como organizações em setores industriais adjacentes. A GSMA também realiza os principais eventos da indústria, como o Mobile World Congress, o Mobile World Congress de Xangai e as conferências do Mobile 360 Series.

Para mais informações, acesse o site corporativo da GSMA em www.gsma.com. Siga a GSMA no Twitter: @GSMA

1 O PIB total inclui as contribuições direta e indireta das operadoras móveis (1,7%); partes relacionadas – ex.: fabricantes de dispositivos e fornecedores de infraestrutura (0,7%); impacto econômico indireto (0,5%); e melhorias de produtividade (2,8%)

2 Um único assinante de telefonia móvel pode ser responsável por várias conexões móveis (cartões SIM). O total de conexões de telefonia móvel exclui as conexões celulares de máquina-a-máquina (M2M).

3 Uma conexão de smartphone é definida como um cartão SIM registrado e utilizado em um dispositivo smartphone. Não representa o número de smartphones vendidos ou expedidos.

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